Além do alto valor gasto na compra dos direitos de transmissão, a Olimpíada de 2016 custará à Rede Globo muito espaço em seus intervalos comerciais. Como parte do acordo, a emissora teria assegurado cerca de US$ 40 milhões em publicidade ao COI (Comitê Olímpico Internacional), o que dá direito a um número infindável de inserções nos breaks da sua grade de programação. Isso seria o equivalente a uma cota fechada da Copa do Mundo da África do Sul, que tem o valor de R$ 81,6 milhões.
“Nossa proposta ao COI inclui um pacote de mídia em todas as plataformas, para um período de 4 anos, com o objetivo de promover os jogos, o que aumenta a importância se o Rio for a cidade vencedora para ser a cidade-sede”, explica o diretor-geral da Globo, Octávio Florisbal, que não revela valores. A Globo, que fez consórcio com a Band na compra do evento, teria desembolsado cerca de US$ 140 milhões pelos direitos exclusivos na TV paga, internet e celular, e não-exclusivos na TV aberta, dos quais abriu mão. É justamente aí que entra a Record, que pagou US$ 30 milhões pelos Jogos Olímpicos de 2016.
As informações são da colunista Keila Jimenez, do jornal O Estado de S.Paulo.
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